Coimbra, 30 mar – O Marítimo venceu a Académica por 1-0, em jogo da vigésima quinta jornada da Liga portuguesa de futebol, disputado em Coimbra.
Jogo no Estádio Cidade de Coimbra.
Académica-Marítimo, 0-1.
Ao intervalo: 0-0;
Marcador: 0-1, Heldon, 53 minutos.
Equipas:
- Académica: Peiser, João Dias, Reiner Ferreira, Flávio, Nivaldo (Rui Miguel, 67), Diogo Melo (Hélder Cabral, 77), Adrien, Marinho, David Simão, Saulo e Edinho.
(Suplentes: Ricardo, Abdoulaye, Hélder Cabral, Hugo Morais, Magique, Diogo Valente e Rui Miguel).
Marítimo: Peçanha, Briguel, João Guilherme, Roberge, Rúben Ferreira, Roberto Sousa, Rafael Miranda, Benachour (Luís Olim, 63), Heldon (Robson, 78), Danilo Dias (Fidélis, 60) e Sami.
(Suplentes: Ricardo, Robson, Pouga, Olberdam, Luís Olim, João Diogo e Fidélis).
Árbitro: Olegário Benquerença, de Leiria.
Ação disciplinar: cartão amarelo para Nivaldo (28); Sami (30); Adrien (44); Heldon (45); Ruben Ferreira (49 e 61), seguido de cartão vermelho; Roberto (55); Rui Miguel (69); Marinho (90+1); vermelho direto para Reiner Ferreira (72).
Assistência: 3 501 espetadores.
Este encontro era importante para as duas equipas: para o Marítimo, com 45 pontos, a fim de consolidar o quarto lugar, à frente do Sporting com mais um ponto; para a Académica, com 23 pontos, há 12 jornadas sem conhecer o sabor da vitória, arrepiar caminho em direção à manutenção na Liga portuguesa de futebol.
Venceu a equipa insular, que soube aproveitar uma situação de contra-ataque, um golo de Heldon, a galgar meio campo, e a sentenciar a partida, aos 53 minutos. A Académica fica em maus lençóis, a apenas cinco pontos, à condição, da linha de água.
O confronto com os insulares não tem muita história, com 10 triunfos contra os sete dos forasteiros. Em minoria, estão os empates, cinco ao todo, mas há um resultado que ainda marca o passado recente: os 1-5 da época passada, nos últimos dias de Jorge Costa à frente da equipa. O último triunfo dos estudantes foi há três anos, ainda com Domingos Paciência ao leme da "Briosa".
A Académica entrou a todo o gás e poderia ter marcado logo nos primeiros minutos; primeiro, Adrien atirou uma "bomba" que ressaltou num adversário, provocando canto. Do canto, Edinho, isolado na pequena área, tinha tudo para marcar, mas cabeceou frouxo para as mãos de Peçanha.
O Marítimo contrapôs em jogadas de contra-ataque, mas sem consequências, pois os seus jogadores não acertavam no alvo, atirando ao lado ou por cima.
O maior ascendente pertencia, no entanto, à "Briosa", que "marcou", aos 17 minutos, a passe de David Simão, mas o golo não valeu, pois Reiner Ferreira estava adiantado.
O jogo entrou num período de letargia, com passes errados por ambas as formações, muito mastigado a meio-campo. Os "capas negras", a espaços, dominavam, mas a falta de acerto na finalização era uma constante.
Os avançados maritimistas, sempre que avançavam, eram quase apanhados em fora de jogo, mas não se privavam de o fazer, o que é timbre da equipa insular, rápida nas transições defesa/ataque.
O intervalo chegou com a única novidade: a entrega de uma camisola da Académica, assinada por todos os jogadores, pelo presidente do clube, José Eduardo Simões, ao presidente da Karingana Wa Karingana, Tiago Bastos. A camisola será entregue em Timor no final da campanha, sendo aguardada com expetativa pelas crianças que serão igualmente destinatárias dos livros recolhidos na campanha "Um livro, um sorriso".
Na segunda metade, a toada manteve-se, com ascendente territorial da casa, mas os insulares já tinham avisado que eram perigosos no contra-ataque e Heldon foi perfeito nesse capítulo. Pouco acima do meio-campo, o brasileiro isolou-se, fugiu aos defesas academistas e foi em direção à baliza de Peiser, que não teve hipóteses em travá-lo, fazendo o 0-1, aos 53 minutos.
A meia hora do final da partida, Rúben Ferreira viu o segundo cartão amarelo e consequente expulsão, mas mesmo em superioridade numérica, a "Briosa" não conseguia materializar em golos a natural pressão que exerceu sobre os maritimistas.
Nova contrariedade aconteceu aos "estudantes", com o defesa Reiner Ferreira a ser admoestado com o cartão vermelho direto, por cortar uma jogada de ataque com a mão.
Já perto do fim, Adrien concretizou bem um livre direto, mas Peçanha estava atento e defendeu bem. Edinho, já nos descontos, teve o golo nos pés, mas não conseguiu concretizar com apenas o guardião à sua frente.
No Estádio Cidade de Coimbra estiveram 13 emblemas: os portugueses FC Porto, Benfica, Nacional, Beira-Mar e Olhanense. De França, Lille, Mónaco e Valenciennes. Da Alemanha, o Borussia Dortmund e o Colónia, ao passo que de Inglaterra marcou presença o Liverpool. Os espanhóis do Rayo Vallecano e os italianos do Chievo Verona também estiveram atentos ao jogo entre estudantes e insulares.
NR
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